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Nos últimos anos, o mel deixou de ser um ingrediente usado apenas em momentos pontuais, como nos dias de resfriado (quem nunca ouviu na infância: “toma um chá com mel?”) e passou a fazer parte da rotina de quem busca uma alimentação mais natural e consciente.
Mas o que explica esse movimento? A resposta está na combinação de três fatores: informação, mudança de hábitos e reconexão com a natureza.
Embora esse movimento já viesse se consolidando desde os anos 2000, com o crescimento do conceito de wellness, foi durante a pandemia, quando todos estavam mais tempo em casa, que a busca por bem-estar ganhou ainda mais espaço. As pessoas passaram a olhar com mais atenção para o que consomem no dia a dia. Segundo o Global Wellness Institute, o bem-estar deixou de ser uma tendência isolada e passou a ser incorporado como parte do estilo de vida, influenciando escolhas diárias, inclusive na alimentação.
Nesse cenário, a redução de alimentos ultraprocessados e a valorização de ingredientes simples e naturais ganharam força. Como resultado, houve uma expansão significativa do mercado de produtos orgânicos e um aumento no consumo de alimentos naturais, como o mel.
Diferente de adoçantes artificiais, o mel é um alimento natural e complexo, produzido pelas abelhas a partir da natureza e minimamente processado até chegar ao consumidor. Sua composição vai além dos açúcares naturais, reunindo enzimas, minerais e compostos bioativos que refletem diretamente a flora de origem.
A ciência também reforça o valor do mel. Pesquisas publicadas no Journal of Agricultural and Food Chemistry destacam sua riqueza em antioxidantes naturais, como compostos fenólicos, que variam conforme a flora de origem. Já estudos do International Journal of Food Sciences and Nutrition apontam que, por sua composição mais complexa, o mel pode apresentar um índice glicêmico mais moderado quando comparado a açúcares refinados.
Embora seja conhecido pelo seu teor de açúcares naturais, o mel vai além. Ele contém enzimas naturais, aminoácidos, minerais como potássio e magnésio e compostos antioxidantes (como polifenóis e flavonoides). Estudos indicam que o mel apresenta compostos bioativos associados a propriedades antioxidantes e antimicrobianas em pesquisas in vitro e in vivo. Também há investigações sobre seu potencial em diferentes processos celulares, embora esses efeitos dependam do tipo de mel, da quantidade consumida e do contexto de saúde de cada pessoa. Alguns tipos de mel podem apresentar resposta glicêmica menor do que glicose ou sacarose, embora isso varie conforme o tipo de mel, a quantidade consumida e o perfil metabólico da pessoa.
No contexto da alimentação saudável, o mel passa a fazer parte da alimentação diária, presente em diferentes momentos do dia: do café da manhã ao jantar. Seja em frutas e iogurtes ou shakes, como alternativa ao açúcar refinado ou em receitas doces e salgadas, essa mudança de hábito amplia seu consumo e ressignifica o papel do mel na alimentação.
Consumo consciente e origem dos méis
Outro fator importante é a crescente valorização da origem. Cada vez mais, as pessoas querem entender de onde vem o mel, como ele foi produzido e quem está por trás desse processo.
No caso do mel, isso é ainda mais relevante, já que sua qualidade está diretamente ligada ao bioma, às floradas e ao manejo das abelhas. Esse olhar mais atento tem aproximado consumidores de produtores locais e de marcas que atuam com transparência e respeito à natureza.
Nesse contexto, a Ultramel, empresa catarinense de produtos apícolas, se destaca ao valorizar a origem em cada etapa do processo. Trabalhando com pequenos apicultores e respeitando o ciclo natural das abelhas, a marca oferece méis puros, produzidos em pequenos lotes e com total transparência. Cada produto carrega não apenas qualidade, mas também a história do território e o cuidado de quem está por trás dessa produção, reforçando uma conexão real entre natureza, produtor e consumidor.
“O mel carrega muito mais do que sabor; ele carrega território, biodiversidade e o equilíbrio de um ecossistema inteiro.” - Marcos, Fundador da Ultramel.
O papel dos apicultores e das marcas que trabalham com produtos apícolas
Dentro desse cenário, marcas que atuam com pureza, origem e cuidado ganham cada vez mais relevância. Afinal, em um mercado onde os consumidores buscam entender melhor o que consomem, a procedência do mel passa a ser parte essencial da experiência.
A Ultramel nasce justamente dessa proposta: valorizar o mel desde a sua origem, trabalhando com pequenos produtores, respeitando o ciclo natural das abelhas e produzindo em pequenos lotes. Esse cuidado garante produtos 100% naturais, sem aditivos, e reforça uma relação mais transparente entre natureza, produtor e consumidor.
Mais do que um alimento, o mel passa a ser compreendido em sua totalidade: um produto vivo, diverso e profundamente conectado ao território de onde vem. Cada mel carrega a expressão da flora, do bioma, do manejo e da dedicação de quem participa desse processo.
Assim, a Ultramel fortalece o papel dos apicultores e valoriza uma cadeia produtiva mais consciente, onde qualidade, respeito à natureza e origem caminham juntos.
O crescimento do seu consumo, portanto, não é uma tendência isolada, mas parte de uma mudança maior na forma como nos relacionamos com a alimentação.
Conhecendo um pouco mais sobre mel e seus tipos
Com mais informação, o consumidor passa a enxergar o mel de outra forma: não como um produto único, mas como um universo diverso.
Hoje, cresce o interesse por diferentes tipos: méis florais, méis escuros e intensos, melato de bracatinga e méis de abelhas nativas, cada um com perfis sensoriais e nutricionais próprios, que expressam a riqueza do ambiente de origem.
O mel pode ser classificado de diferentes formas, principalmente de acordo com sua origem e características naturais. Entender essas diferenças é essencial para escolher melhor e explorar toda a sua diversidade. Cada tipo de mel carrega propriedades únicas de sabor, textura e composição, refletindo diretamente a flora, o bioma e o cuidado no processo de produção.
Conheça alguns tipos:
Méis Cremosos (Branco e Dourado)
Com textura aveludada, uniforme e prática para o consumo no dia a dia, os méis cremosos da Ultramel são resultado do controle natural da cristalização do mel puro, sem adição de ingredientes.
O Mel Cremoso Branco é produzido artesanalmente em uma região com predominância de flores de Uva-Japão. Possui coloração clara, sabor delicado e notas levemente frutadas, oferecendo uma experiência mais suave ao paladar.
Já o Mel Cremoso Dourado é produzido artesanalmente em uma região com diversidade de flores silvestres, o que resulta em um mel de coloração mais intensa, sabor marcante e notas levemente florais.
Ambos preservam a pureza do mel e entregam uma textura cremosa que facilita o consumo, tornando-se ótimas opções para fazer parte de uma rotina mais natural e saborosa.
Mel com Favo
Na sua forma mais pura, direto da colméia. Combina o mel líquido com a delicadeza da cera natural, preservando aroma, sabor e textura originais, proporcionando uma experiência única e mais próxima da natureza.
Mel de Flores de Laranjeira
Um mel monofloral caracterizado por sua cor clara, aroma suave e sabor cítrico delicado. Produzido a partir do néctar das flores de laranjeira, é apreciado por suas características sensoriais marcantes. Um dos méis mais versáteis para quem busca o consumo diário.
Dark Honey — Mel da Flor de Bracatinga
Dark Honey é um mel floral produzido a partir do néctar das flores da bracatinga, árvore característica de determinadas regiões do sul do Brasil. Naturalmente rico em compostos como polifenóis e flavonoides, além de apresentar menor índice glicêmico em comparação a méis mais claros. Apresenta coloração que pode variar do âmbar ao mais escuro, aroma delicado e sabor marcante, com notas levemente amadeiradas.
Melato de Bracatinga
Conhecido como o “ouro negro”, esse mel não vem do néctar das flores, mas da seiva da árvore bracatinga. Possui sabor menos doce, é rico em minerais como potássio e magnésio e apresenta um perfil único. Produzido em regiões de clima específico e vegetação característica do sul do Brasil, de coloração escura e sabor marcante, apresenta notas maltadas e levemente amadeiradas, com dulçor menos intenso quando comparado a méis florais. Sua textura é densa e agradável, refletindo suas características naturais.
Escolha certa para uma boa alimentação
Uma combinação natural e versátil para o dia a dia, que une o mel a ingredientes tradicionalmente utilizados, trazendo sabor equilibrado e diferentes possibilidades de consumo.
Mais do que um alimento natural, o mel representa uma forma de reconexão com a origem, com o território e com os ciclos da natureza. Sua riqueza está não apenas em sua composição, mas também na história que carrega: a flora de onde nasce, o cuidado das abelhas, o manejo dos apicultores e a biodiversidade que o torna único.
O crescimento do interesse por alimentos naturais, funcionais e de origem transparente mostra que o mel não é apenas uma tendência, mas parte de uma mudança maior na relação entre alimentação, bem-estar e consciência. Nesse movimento, a Ultramel fortalece seu papel ao valorizar cada etapa da cadeia apícola: da flora ao manejo, do pequeno produtor ao consumidor final. Ao unir pureza, procedência, pequenos lotes e respeito à natureza, a marca contribui para transformar a forma como as pessoas enxergam e consomem produtos apícolas no dia a dia. Como complementa Marcos, fundador da Ultramel: “Levamos à mesa produtos apícolas puros, diversos e cheios de significado, aproximando o consumidor da natureza em sua forma mais verdadeira.”
Referências bibliográficas:
Alvarez-Suarez, J. M., et al. Honey as a source of antioxidants: structure, bioavailability and evidence of protective effects against human chronic diseases. Journal of Agricultural and Food Chemistry Bogdanov, S., et al. Honey for nutrition and health: a review. International Journal of Food Sciences and Nutrition Cianciosi D, Forbes-Hernández TY, Afrin S, Gasparrini M, Reboredo-Rodriguez P, Manna PP, Zhang J, Bravo Lamas L, Martínez Flórez S, Agudo Toyos P, Quiles JL, Giampieri F, Battino M. Phenolic Compounds in Honey and Their Associated Health Benefits: A Review. Molecules. 2018 Mamdouh Abdulrhman, Mohamed El Hefnawy, Rasha Ali, Iman Abdel Hamid, Ahmad Abou El-Goud, Doaa Refai, Effects of honey, sucrose and glucose on blood glucose and C-peptide in patients with type 1 diabetes mellitus, Complementary Therapies in Clinical Practice,Volume 19, Issue 1, 2013,Pages 15-19.